Arquivos de Categoria: Técnica

Nikon D600: meu review pessoal.

Oi galera. Pra quem não acompanhou, comprei recentemente uma câmera nova, a Nikon D600. O objetivo era, com uma câmera full frame, melhorar ainda mais a qualidade das imagens.

Fiquei devendo para alguns a minha opinião sobre a câmera e achei que postar no blog seria mais fácil para passar as informações.

ATENÇÃO: Este não é um review técnico, sobre as especificações da câmera, é a minha opinião. Vocês podem ler reviews em vários sites, como o do Ken Rockwell, Dpreview, CameraLabs, Gizmodo, entre outros. Sobre controles, leiam o manual de instruções.

Vamos por tópicos:

1 – Por que a D600 e não a D800?

Entre outros motivos, como preço (importantíssimo) a similaridade da D600 com a D7000 – outra câmera que possuo desde 2011 – foi o que mais me agradou. O corpo é muito semelhante em termos de tamanho, peso (780g na D700, 850g na D600 e 900g na D800) e distribuição dos botões de comando. Por último, a D600 tem dois slots para cartão SD/SDHC como a D7000, enquanto que a D800 tem um para compact flash e um para SD/SDHC. Eu já tinha uns SD/SDHC muito bons (uso SanDisk Extreme Pro) e queria continuar usando um em cada slot.

2 – Diferenças na qualidade da imagem em ISO elevado.

Mesmo sem zoom 1:1 eu já consegui notar uma diferença bacana na qualidade da imagem da D7000 para a D600. Por via das dúvidas, fiz uns testes para mostrar para vocês:

A lente usada foi a 24-70mm 2.8 da Nikon. Não sei se ficou muuuito bom, mas foi o que consegui hehehe. Acabei tendo de mudar a distância focal, por conta do fator de corte, então o enquadramento não está idêntico, embora estivesse no tripé.

m1 m2 m3

3 – Pontos de foco.

A Nikon D800 tem 51 pontos de foco, enquanto que a D600 tem “somente” 39. Como eu já usava os mesmos 39 pontos sem maiores problemas na D7000, não vi como um fator decisivo.

4 – 24 monstruosos megapixels.

Essa é a parte que está me deixando incomodada, rsrs. Como eu só fotografo em RAW, não há a opção de RAW menor. Há como fotografar em JPEG em vários tamanhos de arquivo, mas em RAW só há o “cheio”, com 24 megapixels. Isso aumentou consideravelmente o “peso” dos arquivos, de modo que cabem menos fotos nos meus cartões e meus HDs vão durar menos. A minha D7000 também é assim, mas como ela tem 16 megapixels, eu deixava para lá. O arquivo da D600 tem dimensões 6016 x 4016. É assustador.

5 – Vinhetas.

Também um ponto “negativo” (entre aspas). Como agora vejo a abrangência total das minhas lentes – trabalho somente com a 24-70 e a 50mm 1.4G – noto uma bela de uma vinheta escura nos cantos de minhas fotos. Tem solução? É claro, uso a correção do Lightroom. Mas é chatinho fazer (mesmo sincronizando).

Antes e depois da correção da vinheta. Não fiz nenhum outro ajuste, então não reparem, rsrs. Está como saiu da câmera.

6 – White Balance automático.

Como eu só fotografo em RAW, estou 100% do tempo com o white balance no modo automático. O que me deixou surpresa é que a D600 erra MUITO! Na D7000 eu quase não notava erros grotescos de white balance como tenho percebido na D600. Ou puxa demais para o verde (como na foto acima, no exemplo da vinheta), ou para o roxo (como na foto abaixo)… Não sei como corrigir isso nela, então faço no Lightroom.

À esquerda a foto como saiu da câmera, completamente roxa. À direita com white balance custom, que eu fiz no Lightroom.
À esquerda a foto como saiu da câmera, completamente roxa. À direita com white balance custom, que eu fiz no Lightroom.

 

7 – Mesma bateria!

Uma coisa que me deixou muito contente, é que o modelo de bateria da D600 é o mesmo da D7000, o EN-EL15. Agora eu posso usar a bateria da D7000 como reserva.

 

8 – Não é o mesmo Grip! ¬¬

Outra sacanagem da Nikon. É tão parecida com a D7000, mas não utiliza o mesmo battery grip.

 

9 – Conclusão.

Bom, de modo geral é uma excelente câmera, tenho certeza que sim. Só preciso me acostumar com as diferenças. A qualidade de imagem é realmente muito, muito boa.

Estou usando a D600 principamente em eventos, onde muitas vezes necessito do ISO alto. Em situações como fotos no estúdio, como as condições são as melhores (ISO100, F/8…) eu estou usando a D7000 mesmo.

 

Espero que tenha sido útil. Um abração em todos.

Epson T50 – Impressão de CD/DVD para fotógrafos profissionais.

A galerinha que acompanha minhas jornadas no facebook já deve estar sabendo que depois de um tantinho de stress (primeiro o dólar sobe, depois o produto some), consegui enfim comprar a minha impressora Epson T50.

A escolha do modelo foi feita com base em algumas pesquisas, leitura de reviews, indicações dos amigos no twitter e no face e por último, mas não menos importante, o preço! Paguei 190 dólares no Paraguai.

Nos reviews, a maioria das coisas que eu lia era assim:

Pró: Excelente qualidade de impressão em CDs/DVDs.

Contra: Não é multifuncional, consome bem mais tinta que as outras (HP e Canon) e é mais lenta na impressão.

Sabe gente, tudo que se lê na net tem que se fazer uma análise muito delicada. Em reviews que li, meteram o pau na Epson. Aí eu analisei com muita calma.  A minha intenção, é usá-la somente na impressão de CDs, nada mais do que isso. Não tem pressa se eu vou imprimir UM cd por vez. Dificilmente eu tenho milhares de CDs de vááários clientes pra entregar por dia. Eu faço uns poucos trabalhos no mês e olhe lá.  Se tivesse tanto job assim eu já estaria rica. Então tanto faz o tempo que ela leva para imprimir.

Sobre ser multifuncional, até tudo bem, melhor seria se ela fosse, embora eu tenha a impressão de que ela seria BEM mais cara. No meu caso específico, não vi problemas, visto que já possuo uma multifuncional HP em casa.

Muito consumo: Acho que esse ítem é bastante importante para quem faz inúmeras impressões por vez. E para isso ainda existe o tal do sistema Bulk-Ink, que eu não sei muito bem como é. De qualquer forma, eu não fiz na minha. Vou imprimir somente CDs e meu fluxo de trabalho ainda é pequeno. Uma colega lá no facebook comentou que tem uma amiga que disse que os cartuchos duraram 11 meses, imprimindo somente CDs. Parece bom para mim.

Agora a parte importante, o pró: Em todos os reviews, a parte boa é que ela tinha muito mais qualidade de impressão, se comparada à Hp e Canon.  Ora bolas, isso é o principal! É exatamente para isso que eu estou comprando, então é disso que preciso, boa qualidade de impressão. Acho até que isso se deve ao fato de ela usar 6 cartuchos, ao invés de 4 (inclui ciano claro e magenta claro).

Ah sim, e o último motivo é que eu não encontrei mais nenhum modelo no Paraguai, só essa. rsrsrs.

Dito isso – que espero que ajude alguns a serem mais críticos ao que lêem na net – assim ficou a minha primeira impressão no CD:

Continuar lendo

Qual câmera comprar?

“Huaíne querida, adoro seu trabalho, mas tenho uma dúvida. Estou começando na fotografia, que câmera devo comprar?”

Meus caros, prefiro evitar a fadiga de responder essa pergunta milhares de vezes ao dia. De agora em diante, apenas indicarei esse post. Dêem uma trégua às minhas caixas de entrada, eu suplico.

Minha primeira DSLR

Bom, a primeira coisa que o leitor deve saber é como pesquisar no google. Em uma busca de aproximadamente 5 segundos, usando os termos “Qual câmera comprar?” Achei esse, esse e esse artigo a respeito. Não quis olhar outros.

Para falar a verdade, há mais de um ano escrevi um artigo como esse, que ainda é bastante válido. Mas tenho vontade de expôr minha opinião novamente, pois ela muda com o tempo e a experiência.

câmeras são amigas, não comida.

Continuar lendo

Sobre o meu upgrade de equipamento. Nikon D7000!

Depois de vender a minha D60tinha, anunciei no meu facebook e no twitter a minha nova aquisição: uma Nikon D7000.

Alguns de vocês já vinham me perguntando antes da compra o porquê dessa escolha e outros também me pediram para fazer um review da câmera. Geeente, review é complexo né, não tenho cacife pra isso.  Mas recomendo 3 excelentes reviews sobre ela: o do Ken Rockwell (babando ovo horrores pra Nikon); um excelente review em vídeo, num total de 50 minutos que me ajudaram tremendamente, do Camera Labs; e por último o sempre clássico Dpreview.

Isto posto, resolvi comentar aqui no blog (a título de entretenimento e curiosidade mesmo), algumas das minhas impressões gerais com a nova amiguinha.

Eu, que sempre fui uma enorme defensora da premissa de que não é o equipamento que faz suas fotos melhores, me vejo na obrigação de dizer aqui os fatores que influenciaram a minha decisão de sair da categoria entry-level e passar para a mid-size.

Não é exatamente uma justificativa, mas acho que o texto pode ajudar algumas pessoas que tem dúvidas sobre trocar ou não de equipamento.

Continuar lendo

Como ser segundo fotógrafo (ou fotógrafo backup/assistente).

Olá pessoal.

Há bastante tempo  não faço um post mais técnico e com dicas para vocês aqui no meu blog. A verdade é que tenho deixado os textos dessa natureza para serem publicados no Fotografia-DG e aqui tenho exposto mais o meu trabalho mesmo.

Sei que foram os posts técnicos e as diquinhas para iniciantes que atraíram muitos de vocês para cá, então não posso (nem quero) decepcioná-los.

O meu querido amigo Leandro Neves já havia escrito uma vez sobre O que é ser assistente de fotógrafo, aquele que ajuda o fotógrafo principal no estúdio, organiza o equipamento, trata imagens, entre outras atividades que vocês podem ler no post do Le.

Porém, o que me refiro aqui, é àquele que vai com o fotógrafo principal cobrir determinado evento, como um casamento, por exemplo. Você não é funcionário do cara, vai só fotografar junto com ele, auxiliando-o.

Fotografia de Martin Gommel

Continuar lendo